quarta-feira, 15 de abril de 2009

Coreia do Norte expulsa inspectores da ONU e anuncia que vai reactivar programa nuclear

Foto: Estátua de Kim Il Sung (pai do actual líder Kim Jong -il)
15.04.2009, Isabel Gorjão Santos (Jornal Público)

Criticada pelo lançamento de um míssil, Pyongyang rejeita os acordos sobre energia nuclear

A Coreia do Norte cessou "de imediato" a colaboração com os inspectores da Agência Internacional de Energia Atómica e ordenou-lhes que saíssem do país. O anúncio foi feito depois de o regime de Pyongyang ter abandonado as negociações internacionais sobre o seu programa nuclear em resposta a uma declaração do Conselho de Segurança da ONU a condená-lo pelo lançamento do foguetão Taepondong-2.
Segundo um comunicado da AIEA (a agência da ONU para o nuclear), a Coreia do Norte anunciou também que reactivará todas as instalações do seu programa nuclear. A Casa Branca condenou a decisão, que considerou "um passo na direcção errada". 

domingo, 12 de abril de 2009

CSI nuclear?


"(...) O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não falou nesta nova variante de ciências forenses, no seu discurso sobre o nuclear no domingo passado. Mas o tema das novas formas de dissuasão estará certamente na sua agenda, diz Allison: "O Presidente Obama já declarou que a ameaça do terrorismo nuclear se eleva acima de todas as urgências, e comprometeu-se a agir. Actualizar os conceitos do século XX para se adequarem às ameaças do século XXI deve ser uma grande prioridade da sua Administração, e há sinais de que assim é."

Então como poderia funcionar esta nova forma de dissuasão? "O objectivo seria duplo. Primeiro, evitar que líderes de Estados nucleares vendessem armas a terroristas, ao garantir que seriam responsabilizados pela sua utilização. Segundo, daria aos líderes políticos o incentivo necessário para garantir a segurança das suas armas e outros materiais nucleares", explica Allison, director do Centro Belfer da Universidade de Harvard.
As ciências forenses nucleares juntam várias competências, da física e da química, para detectar a origem de materiais radioactivos, tanto antes de serem detonados como depois. Ou que nunca serão detonados, como os materiais usados em máquinas de raios-X, por exemplo, mas que por vezes são alvo de tráfico ilícito na União Europeia, juntamente com outros materiais mais preocupantes - como urânio altamente enriquecido, produzido em algumas centrais e usado nas armas nucleares. 
Identificar de que zona do mundo terá vindo o urânio (pois cada minério, consoante a região geográfica de onde é originado, tem composições ligeiramente diferentes, com uma assinatura própria), que tecnologia terá sido usada para o purificar. Ou, no caso de serem pastilhas como as usadas nas centrais nucleares, onde são usadas (cada máquina pode ter diferentes formatos, por exemplo). 
Tudo isto segue regras semelhantes às dos especialistas forenses, que recolhem fios de cabelo, impressões digitais e outras amostras biológicas ou não no local de um crime, para tentar chegar ao culpado.(...)"

Público 12.04.09

Não dá para esconder...


"(..) Hoje, os cientistas garantem que seria impossível a alguém testar uma bomba nuclear sem que as redes que medem e vigiam os tremores da Terra, as suas vibrações e sons, até infra-sons, ou os níveis de radioactividade e alterações na atmosfera, a detectassem. Foi essa a conclusão de Raymond Jeanloz, astrofísico da Universidade da Califórnia, que preparou um relatório sobre o tema para a conferência Reiquejavique Revisitada, em 2007, encontro que assinalou a cimeira histórica de 1986 entre o Presidente dos EUA, Ronald Reagan, e o líder da então União Soviética, Mikhail Gorbatchov, cimeira onde começou a derreter o gelo da guerra fria. A figura aqui representada é do seu relatório, e ilustra como um sismógrafo não confundiria a assinatura da detonação de uma bomba nuclear com outras explosões ou sismos (...)"

Público 12.04.09

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Nuclear em debate


O semanário Expresso abriu esta sexta uma linha de debate sobre o nuclear aqui.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Teerão critica afirmações do Presidente dos EUA sobre programa nuclear iraniano


Notícia do Público de hoje (07.04.09):

O Irão criticou ontem o Presidente norte-americano, Barack Obama, por este ter afirmado que o programa nuclear de Teerão constitui uma ameaça. E instou os Estados Unidos e outros países a darem início ao desmantelamento dos seus arsenais.
Os comentários do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Hassan Qashqavi, surgem um dia depois de Obama ter falado sobre a necessidade de acabar com as armas nucleares no mundo. O discurso em Praga no domingo foi recebido com uma maior urgência, dado o lançamento no mesmo dia de um míssil norte-coreano.
O Presidente dos EUA rompeu com a Administração anterior, ao tentar envolver o Irão em negociações diplomáticas. Mas ontem afirmou que enquanto o Irão for uma ameaça, Washington não abdicará do seu escudo antimíssil na Europa.
"Parece haver uma repetição das acusações das administrações anteriores, em contraste com o slogan de mudança [de Obama]", afirmou Qashqavi, citado pela Reuters. "E essa coisa - armamento nuclear - não existe no Irão para que seja sentida como ameaça." Teerão tem insistido que o seu programa nuclear tem objectivos estritamente civis, para produção de energia, mas vários países ocidentais suspeitam que esteja a ser desenvolvido um arsenal atómico.
"Nós, como o resto da comunidade internacional, estamos à espera de um mundo sem armas nucleares", afirmou Qashqavi. "A nossa expectativa em relação aos EUA e outros é que tomem medidas sérias para o desarmamento nuclear e o desmantelamento de armas de destruição maciça." Comentando o lançamento do míssil norte-coreano, o mesmo responsável disse que as actividades dos dois países não estão relacionadas. Mas afirmou que Pyongyang tem todo o direito de lançar um satélite. 

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Centrais Nucleares

A opinião de James Lovelock sobre as centrais nucleres


e um simples esquema de funcionamento

Hiroshima



A 6 de Agosto de 1945 os EUA lançam uma bomba (Little Boy) sobre a cidade de Hiroshima, 3 dias depois lançam outra bomba (Fat man) sobre Nagasaki. O Japão rende-se poucos dias depois (a 14 de Agosto de 1945) terminando, desta forma, a II Grande Guerra.
O vídeo de cima (um trabalho de um colega vosso brasileiro) tem um erro grosseiro. Sabem qual é?


domingo, 22 de março de 2009

Leis dos Gases Ideais

Olá pessoal e stôr ! Deixamo-vos, aqui, o nosso vídeo das actividades experimentais relacionadas com as Leis dos Gases Ideais: Lei de Boyle, Lei de Charles e Lei de Gay-Lussac.
Esperamos que gostem (:
Grupo 1:
Letícia Zuca Bibiana Carlos Olga Vitória
Beijinhos :)
[22-03-2009]

quinta-feira, 19 de março de 2009

Os gases ideais

Aqui está o nosso vídeo com as actividades práticas relacionadas com as três leis dos gases ideiais: Boyle, Charles e Gay-Lussac.

Esperamos que gostem :)



O Grupo:
Ana Margarida
Bruno Rebelo
Catarina Ribeiro
Décio Costa
Pedro Oliveira
Susana Castro

terça-feira, 17 de março de 2009

Reunião da OPEP


OPEP adia cortes nas quotas de produção

16.03.2009

Os preços estão mais baixos do que pretendiam os países exportadores de petróleo, mas as quotas de produção vão ficar iguais pelo menos até ao final de Maio

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) decidiu ontem manter inalterados os limites de produção impostos aos seus membros, adiando um corte que poderia fazer subir os preços do crude nos mercados internacionais.
A decisão, tomada após o encontro dos 12 países membros em Viena, teve como principal justificação o facto de o corte de produção de 4,2 milhões de barris por dia decidido em Setembro passado não ter sido ainda posto totalmente em prática por muitos países. Mesmo a Venezuela, um dos países da organização que têm defendido a redução da produção para sustentar o nível de preços, acabou por aceitar este argumento. "Não faz sentido propor um corte se os acordos anteriores ainda não foram cumpridos", disse Rafael Ramirez, ministro venezuelano da Energia e Petróleo.
Decisivo também para esta posição poderá ter sido o facto de, na actual conjuntura, um regresso dos preços do petróleo a valores mais elevados poder contribuir para colocar a economia mundial numa situação ainda mais difícil, o que, a prazo, também seria prejudicial para os países produtores.
A Arábia Saudita, o maior produtor, parece, nesta fase, ser a principal defensora de uma estratégia cautelosa da OPEP, que não afecte demasiado a já débil saúde dos países consumidores. Na semana passada, o Presidente dos Estados Unidos Barack Obama telefonou ao rei Abdullah da Arábia Saudita, uma acção que os analistas dizem poder ter sido importante na decisão de ontem. A OPEP vai voltar a reunir-se no final de Maio. S.A

quinta-feira, 12 de março de 2009

Inquérito

Foto: Flickr por dasha K
Vão pf  aqui e preencham o inquérito. Até ao dia do teste, no máximo.

Obrigado.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Video da aula prática - Leis dos Gases

Boa noite pessoal e stor

Aqui está o video do nosso grupo no âmbito do trabalho prático sobre as Leis dos Gases, no qual constam experiências alusivas às Leis de Boyle, Charles e Gay-Lussac.
Esperamos que gostem e boa sorte com o vosso trabalho pessoal.

Um pequeno aparte - o Youtube só aceita videos com 10 minutos de duração no máximo, por isso fica a sugestão de usarem o Megavideo ou o Motionbox, caso os vossos videos excedam esse limite.


O grupo 2 - Diana Lobo  Joana Nicolau  Rui Seixal  Sofia Gomes  Vânia Machado  Vânia Cardoso


http://www.megavideo.com/?v=3VE6I1EJ    (não consegui centrar o video, fica meio cortado, por isso deixo o link)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Os profissionais



A concentração é uma arma fundamental para uma boa performance.


Há atletas tão rápidos que nem a máquina consegue focar.


Esta é a minha única fotografia focada. Não por falta de qualidade de quem tirou as fotos, mas pelo simples facto de, como viram, não ter parado quieto.zzzzzzzz

Bi descansa.

Vânia prepara-se para saltar ...

... perante um banco exigente.

Bom "trabalho" pessoal.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Carros a Hidrogénio de Gás Natural


Olá Pessoal e Stôr!


Deixo-vos o link do nosso trabalho, realizado no âmbito da Unidade "Combustíveis, Energia e Ambiente" da disciplina de Química deste ano. Intitulado "Hidrogénio de Gás Natural", o nosso power point foca, essencialmente, o funcionamento das células de combustível, a conversão do gás natural em hidrogénio (reforming), bem como desvantagens e vantagens da utilização do mesmo. Os especialistas prevêem, então, que tal processo será possível dentro de dez anos!






Ana Silva Carlos Silva Olga Miguel

12º CT7


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Gás em Portugal




Adaptado de publicação on line da EDP.

O sector do gás natural em Portugal caracteriza-se pela não existência de produção nacional, existindo a necessidade da sua importação a países produtores como a Argélia e a Nigéria. Até ao término do estatuto de sector em desenvolvimento, o sector do gás será regulamentado através de contratos de concessão atribuídos pelo Estado português para o transporte e distribuição de gás natural.

O modelo para o sector do gás em Portugal 

Dado o estado emergente do sector, Portugal beneficia de uma prorrogação que estabelece que:
-  Até Abril de 2007, clientes que representem pelo menos 33% do consumo anual do gás deverão ter acesso ao mercado em condições concorrenciais. 
-  Até Abril de 2009 deverá estar liberalizada a comercialização a clientes não domésticos.
-  Até Abril de 2010 todo o mercado deverá estar liberalizado.

  • Importação de gás natural

A actividade de importação de gás natural consiste na celebração de contractos com os produtores e exploradores de gás natural. Actualmente existem dois contractos de longo prazo de forneciamento de gás natural, com a Sonatrach, empresa Argelina, e com a NLNG, empresa Nigeriana, sendo o primeiro para o fornecimento de gás através do gasoduto do Magrebe e o segundo sob a forma de gás liquefeito através de navios metaneiros.

Estes contratos estabelecem a obrigação de fornecimento de gás natural por parte dos produtores, assim como a obrigação de aquisição e de pagamento das quantidades consumidas ou não por parte da Transgás (regime Take-or-Pay).

  • Recepção, armazenagem e regasificação de gás natural liquefeito (GNL)

Esta actividade é desenvolvida pela através do terminal GNL em Sines. Este terminal é responsável pela recepção do gás natural liquefeito transportado pelos navios metaneiros, assim como pela consequente armazenagem, regasificação e emissão do gás natural para a rede de transporte.

  • Transporte

O transporte de gás natural é efectuado através de uma rede de gasodutos de alta pressão. Além dos gasodutos, o sistema de transporte de gás natural também inclui as estações de suporte, assim como os centros de despacho e de manutenção.

A rede de transporte estabelece a ligação desde os gasodutos internacionais e o terminal de regasificação até à rede de distribuição, assim como aos clientes com ligação directa à rede de transporte, nomeadamente as centrais eléctricas ciclo combinado a gás natural, co-geradores ou grandes clientes industriais.

  • Distribuição

A rede de distribuição de gás natural é constituída por gasodutos de média pressão (entre 4 e 20 bar), por redes locais de baixa pressão (entre 1 e 4 bar) e ainda por pequenos ramais (inferior a 1 bar). Esta rede serve maioritariamente o sector residencial, comercial e pequena e média industria.

Actualmente, a rede de distribuição de gás está organizada em torno de seis áreas de concessão e de sete redes autónomas de distribuição de gás natural. Às seis áreas de concessão correspondem as empresas EDP Gás - antiga Portgás - (EDP detém uma participação de 72,0%), Beiragás, Lusitaniagás, Tagusgás, Lisboagás e Setgás (EDP detém uma participação de 19,8%). Às redes autónomas de gás natural foram atribuídas licenças às seguintes empresas: Duriensegás, Dianagás, Medigás e Paxgás. Enquanto que as áreas de concessão estão conectadas à rede de transporte de gás natural, as redes autónomas (em localidades de menor densidade populacional) são abastecidas através de camiões cisterna.