domingo, 3 de maio de 2009
Energia Nuclear
A energia Nuclear e a sua possibilidade de utilização, que possuí elevados riscos, mas em contrapartida também possuí benefícios, faz com que esta esteja a gerar variadas discussões a níveis internos e externos do país. Esta é vista como uma possível fuga ao alto consumo, e dependência do petróleo, mas como todas as outras energias teremos de fazer um balanço dos seus benefícios e malefícios.
Benefícios:
· O combustível é barato
· Utilização das radiações em múltiplas aplicações da medicina, agropecuária, indústria e meio ambiente
· É a fonte a mais concentrada de geração de energia
· O resíduo é mais o compacto de todas as fontes
· Base científica extensiva para todo o ciclo
· Fácil de transportar como novo combustível
Malefícios:
• O efeito devastador das bombas atómicas• Acidentes nucleares• Destino indevido do lixo atómico
O grande objectivo das centrais nucleares é controlar as reacções nucleares em cadeia de modo a que a energia seja libertada de forma gradual sob a forma de calor. Tal como nas centrais que usam combustíveis fosseis, o calor é usado para ferver água de modo a produzir vapor, que por sua vez irá fazer funcionar uma turbina, conseguindo assim gerar energia eléctrica.
Fissão Nuclear é a divisão de um átomo em duas ou mais partes. Quanto tal ocorre uma grande quantidade de energia é libertada (energia de fissão). Isto pode ocorrer de forma muito rápida, como numa bomba atómica, ou de uma forma mais controlada permitindo que a energia libertada seja utilizada para fins úteis. Poucas espécies naturais são facilmente cindíveis. É o caso do isótopos 235 e 238 do urânio e o isótopo 239 do plutónio. Entenda-se por isótopo uma forma diferente de um elemento químico que apesar de possuir o mesmo número de protões possui um número de neutrões diferentes.
A primeira Bomba por Fissão Nuclear:
No final dos anos 30, físicos na Europa e nos Estados Unidos aperceberam-se que, em teoria, a fissão do urânio podia ser usada para criar uma arma explosiva extremamente poderosa. Em Agosto de 1939, o físico Albert Einstein enviou uma carta ao presidente americano Franklin D. Roosevelt elucidando-o acerca destas potencialidades mas, ao mesmo tempo, alertando-o para a possibilidade de que outras nações podiam desenvolver esse projecto, nomeadamente os alemães nazis.
O caso foi longamente analisado e explorado pelo Governo americano até que, em 1942, foi lançado o ultra-secreto Projecto Manhattan, sob a direcção do brigadeiro Leslie Groves. A equipa reunida para o efeito trabalhou sobretudo (mas não apenas) em Los Alamos, Novo México, sob a orientação científica do físico J. Robert Oppenheimer, e desenhou e construiu as primeiras bombas atómicas à base de urânio-235 e do experimental plutónio-239.
A primeira explosão atómica, que teve o nome de código "Trinity", testou a bomba de plutónio. Realizou-se em Alamogordo, Novo México, na madrugada de 16 de Julho de 1945. A energia libertada equivalia a um rebentamento de cerca de 20 mil toneladas de TNT. Convenceu os militares, que acreditavam que uma arma destas apressaria o termo das hostilidades no Pacífico. Na manhã de 6 de Agosto de 1945, um avião americano chamado Enola Gay, largava a primeira bomba atómica numa cidade japonesa; Hiroxima foi a escolhida e cerca de 70 a 80 mil pessoas morreram pela explosão daquele engenho de urânio ironicamente baptizado com o nome de "Little Boy". O facto não satisfez os comandos norte-americanos, que ansiavam por testar o segundo projéctil. A vítima, desta vez, foi Nagasáqui: no dia 9 de Agosto cerca de 40 mil japoneses morreram com a explosão da bomba de plutónio chamada "Fat Man". No dia 14 desse mês o Japão capitulava.
http://www.youtube.com/watch?v=jWUuKQGei2k
Está aqui o meu trabalho, espero que gostem J
Bibiana Guimarães
Aplicações da Energia Nuclear
Venho aqui mostrar-vos algumas aplicações da energia nuclear que não são só as bélicas nem as energéticas, assim espero que compreendam melhor os benefícios que esta nos trás.
Este vídeo que encontrei mostra essas mesmas aplicações.
http://www.youtube.com/watch?v=kRV4BKGzQIc
Encontrei também uma noticia referente á medicina nuclear que está cada vez mais em vogue na nossa sociedade e que acho que é importante pois é do nosso futuro que se trata.
Medicina Nuclear permitirá ver as doenças a partir do exterior
por Lusa 06 Abril 2009
A Medicina Nuclear apresenta múltiplas possibilidades terapêuticas, ainda mal exploradas, mas no futuro permitirá ver as células, as suas funções e a evolução da doença a partir do exterior, vaticionou hoje o especialista Pedroso de Lima.
Ao proferir a conferência inugural nas comemorações dos 20 anos da Medicina Nuclear nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), disse que com os avanços em curso será possível perspectivar-lhe "um futuro altamente promissor".
"Com um melhor conhecimento biológico avançará em flecha o papel da Medicina Nuclear", frisou, acrescentando ser possível caminhar na personalização da medicina através das terapêuticas génicas.
João José Pedroso de Lima, especialista nesta área e docente na Universidade de Coimbra, referiu entre os vastos domínios de aplicação o apoio à cirurgia, possibilitando uma intervenção mais precisa, e no diagnóstico e tratamento de doenças, nomeadamente em oncologia, e neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.
"Deu uma nova perspectiva aos profissionais. Não é só uma mudança de escala, de dimensão dos órgãos e das moléculas", frisou, ao proferir a conferência "Medicina Nuclear: que futuro?".
Segundo Pedroso de Lima, já há uma "lista imensa" de moléculas em estudo, para o seu conhecimento bioquímico, com marcadores específicos a nível de tecidos e de células, que são "extremamente importantes em várias áreas" da medicina.
Para o especialista, a Medicina Nuclear "é um caso verdadeiramente único de envolvência interdisciplinar", nomeadamente da física, da química, da biologia, da medicina, da instrumentação ou das ciências computacionais.
Um dos grandes desafios neste momento passa pela melhoria da qualidade da imagem, do aumento das áreas de detecção e na diminuição das radiações ionizantes.
Os HUC assinalaram hoje os 20 anos do primeiro estudo em Medicina Nuclear. Nestas duas décadas aqueles serviços hospitalares totalizaram 681.851 exames e tratamentos, tendo sido pioneiros em Portugal na utilização de várias técnicas.
Bem espero que tenham gostado tanto do vídeo como da noticia e para aqueles que estão relutantes em aceitar que a energia nuclear é uma coisa má que estejam mais esclarecidos sobre os seus benefícios.
Olá Professor e colegas.
Vou fazer um post sobre o maior crime de guerra do mundo, o holocausto nuclear contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Onde, cerca de 200 mil civis inocentes foram condenados à morte.
Os Bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki foram ataques nucleares ocorridos no final da Segunda Guerra Mundial contra o Império do Japão realizados pela Força Aérea dos Estados Unidos da América na ordem do presidente americano Harry S. Truman.
- Escolha dos alvos:
O plano original previa ataques com bombas atômicas a quatro cidades japonesas. O comitê de alvos do projeto Manhattan decidira atacar Hiroshima, pois segundo as minutas das reuniões desse comitê, em razão de seu tamanho e planta, “... grande parte da cidade seria extensamente danificada...”, Nagasaki e Kyoto, pois, ainda de acordo com essas minutas, Kyoto “...era um centro intelectual do Japão e seu povo é mais capaz de avaliar o significado de uma arma assim...”
Foi então que, no fatídico dia 06 de Agosto de 1945, movidos além de tudo por um sentimento indissimulável de vingança pelo ataque japonês à base militar de Pearl Harbor, aviões estadunidenses se aproximaram do primeiro alvo a sofrer os horrores das armas nucleares. Hiroshima, a então sétima maior cidade japonesa, com 350 mil habitantes, foi atacada por Little Boy, que até o fim do ano de 1945, decretou a morte de aproximadamente 150 mil japoneses, dos quais apenas 20 mil eram militares. Não satisfeitos com tamanha atrocidade e apenas três dias depois do primeiro ataque, como se fosse possível preparar uma declaração total de rendição incondicional em três dias, os estadunidenses atacaram a segunda cidade-alvo no dia 09 de agosto. Nagasaki e seus 175 mil habitantes foram a vítima de Fat Man, segunda e mais poderosa bomba, que vitimou aproximadamente 70 mil seres humanos na contabilidade macabra feita em dezembro de 1945.
Historicamente, estes são até agora os únicos ataques onde se utilizaram armas nucleares.
- Os efeitos nefastos de Little Boy e Fat Man:
Se analisarmos brevemente o número de vítimas de little boy e fat man, 40% da população original das cidades de Hiroshima e Nagasaki morreram na contagem feita em dezembro de 1945. Estes números ainda não refletem a realidade do verdadeiro montante de vítimas das bombas, uma vez que milhares de outras pessoas morreram posteriormente em decorrência dos nocivos efeitos da radiação. Em uma comparação meramente ilustrativa, é como se nos ataques de 11 de Setembro, ao invés de terem morrido três mil pessoas, aproximadamente quatro milhões de nova-iorquinos tivessem perdido sua vida no World Trade Center. E isso não é tudo, pois os efeitos da bomba não são apenas a morte e a destruição imediatas. Até hoje continuam morrendo pessoas vítimas de câncer herdado geneticamente de seus pais e avós, além de ser possível encontrarmos ainda hoje, milhares de pessoas com deformações físicas, câncer congênito, problemas de esterilidade e outras doenças decorrentes da liberação radioativa sobre essas cidades em 1945.
De acordo com estudos realizados nos escombros das cidades, praticamente todas as pessoas que estavam até 1 km do centro da explosão foram mortas instantaneamente (86%). As bombas explodiram nos centros das cidades e pulverizaram escolas, escritórios, prisões, lares, igrejas e hospitais. No centro do ataque, tudo virou pó, não havia cadáveres. Mais longe do ponto zero havia corpos espalhados por toda parte, inclusive de bebês e crianças. De acordo com Peter Scowen, “Yosuke Yamahata foi enviado pelo exército japonês para fotografar Nagasaki no dia seguinte ao bombardeio. Suas fotos mostram uma cidade completamente aplainada, homogeneamente alisada. (...) Ele tirou fotos de uma mãe morrendo de envenenamento radioativo e amamentando seu bebê, também à morte; fotos de fileiras de cadáveres, pais tentando, inutilmente, cuidar das queimaduras no corpinho de seus filhos. Yamahata morreu de câncer em 1966, com 48 anos”. As vítimas da radiação apresentam febre e hemorragias arroxeadas na pele, depois surge a gangrena e o cabelo cai. Esta morte dolorosa, tão parecida com o envenenamento por gás mostarda na tortura lenta que provoca, não era coisa na qual os estadunidenses desejariam que o público se concentrasse após o lançamento das bombas, afinal, os Estados Unidos da América haviam assinado tratados em 1889 e 1907 que baniam o uso de “armas envenenadas” na guerra. Pior que isso, os Estados Unidos haviam concordado com uma resolução de 1938 da Liga das Nações que tornava ilegal o bombardeio intencional a civis. Ou seja, com os ataques de Hiroshima e Nagasaki, os Estados Unidos simplesmente ignorou todos os tratados que haviam assinado até então.
Tempos depois a cidade foi sendo reconstruída. Após mais de 60 anos decorridos da tragédia que marcou a história mundial, Hiroshima se transformou numa cidade moderna e desenvolvida, com árvores, prédios, pessoas circulando e carros, como em qualquer outra. Contudo, as lembranças continuam vivas dentro de cada um. Sendo assim foi construído o Memorial da Paz de Hiroshima, uma das atrações mais visitadas no Japão, servindo de apelo à paz e um acervo cultural.
- E aqui vão alguns vídeos que eu encontrei:
- http://www.youtube.com/watch?v=1_GvcQTNEJE&feature=related (Bomba de hiroshima);
- http://www.youtube.com/watch?v=gQqBgbxtR-g&feature=related (Bomba de Nagasaki);
- http://www.youtube.com/watch?v=ZDOZX9GaeO0 (Este vídeo resume basicamente tudo o que eu postei. É de uma brasileira e eu gostei !)
sábado, 2 de maio de 2009
O Síndroma da China
Apesar de bastante antigo é um filme que permanece intemporal, falando de assuntos ainda hoje bastante discutidos. Um deles é a energia nuclear e a segurança inerente ( ou não) à sua produção.
Uma equipa de reportagem: Kimberly Wells( Jane Fonda) e Richard Adams (Michael Douglas) presenciam um acidente grave numa central nuclear, aquando a realização de uma reportagem neste mesmo local.
A administração da central nuclear desvaloriza o incidente perante a comunicação social e a população. Mas os dois repórteres descobrem que o dito acidente esteve na verdade perto de se tornar numa catástrofe. Devido a uma falha mecânica de um dos ponteiros indicadores, desceu-se o nível da água no reactor deixando o núcleo de urânio quase descoberto. Se isto chegasse a acontecer o núcleo não seria refrigerado, atingindo uma temperatura extrema, o que levaria à fusão do reactor permitindo a fuga de radiação e fazendo um enorme buraco no chão na direcção do centro da Terra. Este cenário imaginário é designado de Síndroma da China ( daí o nome do filme), uma vez que alguém afirmou que se isto acontecesse nos EUA iria formar-se um buraco no chão que iria ter à China. Facto este que hoje se sabe não ser verdadeiro, quer devido às enormes condições de pressão e temperatura do interior da Terra, quer devido ao facto de na China também haver gravidade, o que impediria o núcleo de perfurar a superfície.
Cientes da gravidade da situação os dois repórteres e Jack Godell, um engenheiro da central lutam para tentar revelar as fragilidades de toda a estrutura e o risco iminente de um acidente que pode ter efeitos catastróficos.
Esforços esses que são sempre combatidos tanto pela administração como pela imprensa. Assim o filme critica as administrações das centrais nucleares e de outras infra-estruturas que colocam os lucros acima da segurança dos funcionários e da população em geral, e a própria imprensa que na maior parte das vezes acaba por ser cúmplice dos mais poderosos, transmitindo não informação verdadeira, mas manipulando essa mesma informação.
Apesar de ser um filme claramente anti- energia nuclear e de já ter bastantes anos é um filme que recomendo, não só por abordar o tema em estudo nesta disciplina, mas por todas as outras realidades retratadas no filme.
P.S.: Curiosamente este filme teve um grande impacto na época uma vez que estreou 13 dias antes do acidente com a central nuclear da Pensilvânia Three Mile Island. Este acidente foi considerado o mais grave até ao acidente em Chernobyl.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Um Sol na Terra: uma realidade cada vez mais próxima com o grande projecto ITER.
Com base neste facto, encontrei esta interessante reportagem da “TV Ciência online”, com entrevista ao cientista Carlos Varandas (Director do Centro de Fusão Nuclear, IST, Lisboa) e que aconselho a verem:
http://www.tvciencia.pt/tvctec/pagtec/tvctec02.asp?url=http://video-wm.tvciencia.pt/video/&video=081010_03.wmv&tit=Fusão%20nuclear:%20Cientistas%20tentam%20reproduzir%20energia%20do%20Sol%20em%20laboratório
Espero que gostem!
Joana Nicolau
terça-feira, 28 de abril de 2009
Estes soviéticos são malucos???
Duas destas bombas foram então construídas, uma das quais foi lançada, e desconhece-se o paradeiro da segunda, tendo sido, provavelmente, destruída.
Agora todos 5 pai-nosso e 5 ave-maria para que a irmã do bicho tenha sido realmente destruída!
Carlos André Silva
Bombas de fissão e termonucleares

A energia nuclear consiste no uso controlado das reacções nucleares para a obtenção de energia, como forma de realizar movimento, calor e gerar electricidade.
Alguns isótopos de certos elementos apresentam a capacidade de, através de reacções nucleares, emitirem energia durante o processo. Baseia-se no princípio (demonstrado por Albert Einstein) que nas reacções nucleares ocorre uma transformação de massa em energia. A reacção nuclear é a modificação da composição do núcleo atómico de um elemento, podendo transformar-se em outro ou em outros elementos. Esse processo ocorre espontaneamente em alguns elementos; em outros deve-se provocar a reacção mediante técnicas de bombardeamento de neutrões.
Existem duas formas de aproveitar a energia nuclear para convertê-la em calor: A fissão nuclear, onde o núcleo atómico se subdivide em duas ou mais partículas, e a fusão nuclear, na qual, pelo menos dois núcleos atómicos se unem para produzir um novo núcleo.
A fissão nuclear do urânio é a principal aplicação civil da energia nuclear. É usada em centenas de centrais nucleares em todo o mundo, principalmente em países como a França, Japão, Estados Unidos, Alemanha, Brasil, Suécia, Espanha, China, Rússia, Coreia do Norte, Paquistão e Índia, entre outros. A principal vantagem da energia nuclear obtida por fissão é a não utilização de combustíveis fósseis, não lançando na atmosfera gases tóxicos, e não sendo responsável pelo aumento do efeito estufa.
Letícia Freitas
Energia Nuclear VS Energias Renováveis

Concluímos, então, que a energia nuclear não tem capacidade para resolver os problemas climáticos com que, diariamente, nos deparamos. Mesmo que investíssemos nesta indústria, todos os nossos recursos estariam condicionados pelo potencial limitado desta energia e pelos seus elevados custos de produção. Assim, as alternativas disponíveis, como a energia proveniente das fontes renováveis, e, em particular, as medidas de economia de energia, representam investimentos muito menos arriscados à escala global e, principalmente, são mais eficazes face à crise que o mundo enfrenta.
Fonte: “The Greens - European Free Alliance”
http://www.greens-efa.org/cms/topics/dokbin/198/198443.pdf
[28-04-09]
Olga Joana Miguel (:
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Algumas das principais aplicações da energia nuclear!
Hoje ela é usada em diversos campos da actividade humana, como por exemplo:
Na área da saúde: temos a utilização de radioisótopos e radiação gama e beta em medicina nuclear, para uso diagnóstico e terapêutico, esterilização de equipamentos e materiais hospitalares. Em vez de se aquecer o material correndo o risco de deteriorar certos produtos, utilizam-se radiações suficientemente energéticas para destruir fungos e bactérias. Por exemplo, o Iodo – 131 é utilizado para fins de diagnósticos e terapia da tiróide; o Sódio-24 para estudo da difusão em membranas e equilíbrio sódio-potássio; o Gálio-67 para detecção de tumores, etc.
Na agricultura: mutação genética de grãos e plantas e preservação de alimentos, como é o caso da utilização do Cobalto-60, em que a radiação aplicada ioniza alguns átomos e moléculas vitais de bactérias e microrganismos, inibindo-os ou destruindo-os de modo que os alimentos são preservados sem serem afectados.
Na indústria: modificação de características de materiais industriais com radiação. Por exemplo, o Ferro-59 é utilizado para medir o desgaste das molas de segmentos dos pistões dos motores em atrito; o Fósforo-32 para medir o desgaste dos frisos do pneu de automóvel.
Na arqueologia: temos o uso do Carbono-14 que é utilizado para a determinação da idade de matéria orgânica.
Também através de radiação provocam-se danos em cristais, o que resulta na alteração da sua coloração e no seu valor comercial.
Porque é que a explosão da bomba atómica tem a forma de um cogumelo?
Então o que acontece?
Quando a bomba explode, são libertadas imensas quantidades de energia em pouco tempo libertando calor e ondas de choque. O resultado desta mega combustão é uma bola de fogo gigante que vai aumentando o seu raio em todas as direcções; o ar aquecido pela explosão vai ascender sob a forma de uma coluna que suga tudo a sua volta.
O resultado é algo parecido a um cogumelo. Quanto mais energia libertada maior será esse “cogumelo”.
Fonte: http://curiofisica.com.br/explosao-atomica-cogumelo/
O seguinte vídeo ilustra muito bem toda a explosão:
Atomic Boom - The most amazing videos are a click away
sábado, 25 de abril de 2009
Fusão, uma opção energética para o futuro
Oi, colegas e stôr!

O que é o Projecto ITER e qual o seu objectivo?
O Projecto ITER (International Thermonuclear Experimental Reactor) é uma organização internacional que conta com a colaboração de vários países nomeadamente, a China, a Índia, o Japão, a Coreia, a Rússia, os EUA e a União Europeia e que tem como fim, investigar e desenvolver a energia de fusão nuclear de maneira, a atender ás necessidades energéticas de uma crescente população mundial, uma vez que tem a capacidade de produzir 500 MW de energia.
O reactor nuclear será construído em Caradache, na França.
O que é a Fusão Nuclear?
A fusão nuclear é uma reacção que se observa no Sol e nas estrelas. Nesta, ocorre a união entre dois núcleos leves, originando-se um núcleo mais pesado com grande libertação de energia.
Como funciona o sistema tokamak?
A desvantagem central da fusão nuclear é o armazenamento do plasma originado, pois este encontra-se a temperaturas que rondam os 100 milhões graus Célsius, o que acarretaria a fusão de qualquer equipamento sólido.
De forma a solucionar este problema será utilizado um sistema denominado de tokamak.
O tokamak é um reactor nuclear constituído por um electroíman capaz de originar um campo magnético toroidal, que por sua vez pretende manter o plasma fora do alcance de qualquer material, impedindo a sua liquefacção.
Para uma explicação mais apronfundada sobre este tema recomendo as visualização dos seguintes videos.
Os dois primeiros correspondem à parte 1 e 2 do mesmo vídeo.
http://www.youtube.com/watch?v=NQE-YIzDpQc
http://www.youtube.com/watch?v=tF7xRYZZ7ME
http://www.youtube.com/watch?v=SQ9j2cajRo4
Com base na pesquisa que efectuei posso afirmar que, na minha perspectiva, o projecto ITER é bastante auspicioso na medida em que, a fusão nuclear é um processo mais limpo, porque não produz de forma directa materiais radioactivos, e os combustíveis usados são baratos. Como também, não há o risco de ocorrer acidentes como o registado em Chernobil, pois o reactor de fusão nuclear tem a capacidade de se desligar completamente em milésimos de segundo.
Espero que gostem e que o meu post tenha sido útil para a compreensão do Projecto ITER.
Vânia Cardoso Grupo 2
sexta-feira, 24 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Do céu vai descer uma estrela
“Só em 2035 se verá se a fusão é viável. E não produzirá electricidade antes de 2060, afimou Norbert Holtkamp, director adjunto do IFER
Imagine-se um "donut" gigante, feito em metal, cujo centro tem o volume equivalente a uma piscina olímpica (2000 metros cúbicos). Em vez de água contém uma mistura de gases a muito alta temperatura (100 milhões de graus centígrados). Como mantê-la no lugar? Nenhum material fabricado pelo homem resiste nestas condições. A única solução é o anel metálico gerar um campo magnético de alta intensidade (100 mil vezes superior ao campo magnético terrestre) que aprisiona o plasma.
Domesticar esta reacção que é a que faz brilhar as estrelas, usando a energia da fusão nuclear para produzir electricidade, é o objectivo do programa internacional ITER, ao qual Portugal está associado. São 12 mil milhões de euros (o equivalente a 10 pontes Chelas-Barreiro) para construir até 2027 um protótipo funcional. Envolve a União Europeia, Suíça, EUA, Rússia, Japão, Coreia, China e Índia. Uma instalação experimental está já em construção no Sul de França, a 100 km de Marselha.
Esta semana realizaram-se dois seminários em Lisboa, no Instituto Superior Técnico, por iniciativa do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear. Aí se fez o balanço do ITER e se discutiram as perspectivas de a indústria e os investigadores portugueses se associarem ao projecto.
Norbert Holtkamp, director-adjunto do ITER, fez para o Expresso o ponto da situação. "Do ponto de vista da ciência pura e dura não há nenhuma dificuldade. Os fenómenos com que lidamos estão bem estudados. Há é dificuldades tecnológicas para conseguir lidar com volumes tão grandes de plasma". Daí que a instalação de Caderache não tenha como objectivo a produção de electricidade. "Não porque a energia gerada não o permitisse, mas porque os períodos de funcionamento serão muito curtos: da ordem de uma hora, o máximo", já que o objectivo é testar sistemas e materiais e ver como se comportam numa situação próxima da real.
Entre 2020 e 2025 ficar-se-á a saber se a fusão nuclear é viável. Para chegar a uma central que produza, efectivamente, electricidade, "nunca antes de 2060". Mas tudo depende da pressão dos preços do petróleo e das necessidades mundiais de energia. Em 1998, com o barril a 30 dólares, os EUA praticamente desactivaram, na altura, o seu programa de fusão nuclear.
Do ponto de vista da segurança, Holtkamp compara uma central destas a uma lâmpada fluorescente: caso se parta, a reacção cessa sozinha. Os resíduos radioactivos são de curta duração (cem anos), ao contrário dos das centrais nucleares de fissão do urânio, alguns dos quais ficam 'quentes' durante milhares de anos, o que levanta o problema do seu armazenamento a longo prazo. Os custos, esses, dependem, fundamentalmente, da generalização da produção em série. Comparando uma central de fusão experimental e uma central nuclear clássica com uma potência de 1,5 GW, a relação de custos deverá ser de cinco para três "mas a tendência será para baixar, à medida que a fabricação se torne mais frequente".
Ainda que Portugal não tenha experiência na área do nuclear, empresas portuguesas poderão participar na construção de algumas fases do ITER. Esta é a convicção de Carlos Varandas, responsável do IFPN, associado à gestão do acordo europeu para o desenvolvimento da fusão.
Rui Cardoso
Domingo, 6 de Abril de 2008, Jornal Expresso
ITER em latim significa o caminho, e quem sabe se este projecto não será o caminho para a produção de uma energia limpa, de uma forma relativamente segura e rentável. Na minha opinião este é um projecto muito promissor e pode mesmo vir a ser a energia do futuro.
Espero que gostem e fico à espera dos vossos posts.
Diana Lobo - Grupo 2
Projecto ITER
http://iter.cfn.ist.utl.pt/Empresas/documentacao/Empresas-ITER.pdf
Olá pessoal e professor.
Encontrei esta apresentação sobre o ITER para as empresas portuguesas que achei interessante. Também faz uma pequena referência à fusão nuclear.
Espero que gostem.
terça-feira, 21 de abril de 2009
O Projecto ITER
No âmbito da pesquisa já efectuada, ao nível do ITER, encontrei o seguinte:
--> O ITER (International Thermonuclear Experimental Reactor) é um projecto resultante de uma cooperação internacional entre países como os E.U.A., China, Japão, Coreia do Sul, França, entre outros, que tem como objectivo primordial a construção de uma máquina de fusão nuclear capaz de produzir cerca de 500 MW de energia.
--> O local onde vai ser construído este reactor é Caradache, em França, país que vai suportar cerca de 50% das despesas de construção e exploração, num total de 10 biliões de euros. Quanto à construção, esta já está a decorrer e deve terminar em meados de 2015.
--> Na minha opinião, a aposta na construção desta usina de fusão nuclear é da máxima importância, uma vez que pode marcar o início de uma nova época, o do nuclear, em que se pode obter grande quantidade de energia sem que haja resíduos radioactivos nem libertação de gases de efeito de estufa. Esta tecnologia é bastante segura, uma vez que a reacção pode ser interrompida quase instantaneamente caso seja necessário.
Portugal está também a colaborar neste projecto. A hiperligação para o Portal da Participação Portuguesa no Projecto ITER é http://iter.cfn.ist.utl.pt/Empresas
Despeço-me à espera de mais posts
_______________________________________________
Rui Miguel – Grupo 2
